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terça-feira, 10 dezembro 2019 10:54

NÍVEIS DE OXIGÉNIO NOS OCEANOS ESTÃO A BAIXAR A UM NÍVEL ALARMANTE

Segundo um novo estudo cientifico...

 

Um novo estudo divulgado pela União Internacional para a Conservação da Natureza no sábado passado na Cimeira do Clima de Madrid, que contou com a participação de 67 cientistas de 17 países, revelou que o nível de oxigénio do oceano diminuiu cerca de 2% desde a década de 1950, e o volume de água completamente esgotada de oxigénio quadruplicou desde a década de 1960.

Os impressionantes dados espelham os nefastos efeitos das alterações climáticas que têm aumentado este problema a um ritmo avassalador.

Segundo o estudo existem duas causas principais para a perda de oxigénio nos oceanos: a desoxigenação causada pelo aquecimento do oceano e o crescimento excessivo de algas.

A água do oceano mais quente retém menos oxigénio e é mais flutuante do que a água mais fria. Isto leva a uma mistura reduzida de água oxigenada perto da superfície com águas mais profundas, que naturalmente contêm menos oxigénio. Água mais quente também aumenta a demanda de oxigénio dos organismos vivos. Como resultado, menos oxigénio está disponível para a vida marinha. Por outro lado, o escoamento de fertilizantes, esgoto, resíduos animais, aquacultura e deposição de nitrogénio da queima de combustíveis fósseis estão a promover o crescimento excessivo da vida vegetal - um processo conhecido como eutrofização, que afeta principalmente as áreas costeiras. Espera-se que o aquecimento das águas oceânicas cause mais perda de oxigénio em áreas costeiras ricas em nutrientes, exacerbando a situação.

Como refere o estudo, o oceano representa 97% do espaço físico habitável do planeta e é central para sustentar a vida na Terra. A perda de oxigénio do oceano terá graves impactos na biodiversidade marinha e no funcionamento dos ecossistemas oceânicos. Ainda não se sabe muito sobre as consequências sociais e económicas para a saúde humana a longo prazo resultantes da perda de oxigénio nos oceanos, mas para reverter esta perda, é necessária uma redução urgente das emissões de dióxido de carbono e da poluição dos nutrientes do oceano.

 


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