Andy Irons [24/Julho/1978 - 2/Novembro/2010] Andy Irons [24/Julho/1978 - 2/Novembro/2010] - Foto: DR
terça-feira, 03 novembro 2020 11:57

DEZ ANOS APÓS A MORTE DE A.I.

A data serve, acima de tudo, para celebrar o legado deste grande surfista havaiano…

 

 

Faz agora precisamente 10 anos que Andy Irons se despediu da comunidade do surf. O havaiano, criado nos reefs de Kauai, morreu sozinho, aos 32 anos, num quarto de hotel em Dallas a 2 de novembro de 2010.

 

A data serve, acima de tudo, para celebrar o legado deste que foi um dos melhores surfistas de todos os tempos. Um original autêntico considerado para muitos o “surfer's surfer”, graças ao estilo único que empreendia no seu surf, mas também ao jogo de rail e ao power surfing, à dose dupla de atitude e comprometimento que colocava sempre em cada sessão.

 

 

Determinado e ávido por vitórias, A.I. conquistou três títulos mundiais (2002, 2003 e 2004) ao longo dos doze anos da sua carreira profissional e, talvez ainda mais importante que isto, quatro taças da Triple Crown que em muito honram a comunidade havaiana.

 

Pelo caminho venceu vinte campeonatos do circuito mundial, um pouco por todo o lado, de Espanha ao Chile passando pelo Japão, Taiti, África do Sul, Austrália e, claro, Havai. Foi também o único a surfar no mesmo pé de igualdade com Kelly Slater, abraçando uma das rivalidades mais badaladas do mundo do surf.

 

 

“Para mim, só o facto de estar associado a Kelly é impressionante. Ele é o melhor surfista do mundo. De sempre. O melhor a competir, o melhor no free surf, em tudo. Ter o meu nome ao lado do seu é muito lisonjeiro. Ele é o Michael Jordan do nosso desporto. Ele sabe o que penso sobre ele. Apesar de toda a agitação da imprensa, existe respeito mútuo. As pessoas não se apercebem, mas por vezes confraternizamos, vamos ver as ondas e falamos de pranchas juntos,” disse o natural footer numa entrevista sobre o assunto.

 

 

Memorável foi a sua última vitória, em agosto de 2010 durante o Billabong Pro Tahiti. Na final o havaiano derrotou o norte-americano C.J. Hobgood, mas o que ficou para a história foi a bateria da meia final com Kelly Slater que fez recordar entre a legião de fãs os longos anos de rivalidade entre ambos. Teahupoo era, precisamente, um dos spots que Andy mais gostava de surfar.

 

Portanto, aproveitemos esta data para celebrar a vida de alguém muito especial que, embora tenha tido uma passagem muito curta entre nós, mesmo assim conseguiu criar um estilo muito próprio na sua geração acabando por influenciar todas as outras que se seguiram.

 

Esse é o grande legado de A.I. #AIForever

 

 

 

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