John John Florence a mostrar os seus dotes no skate John John Florence a mostrar os seus dotes no skate Foto: direitos reservados

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sexta, 29 maio 2015 13:50

Surf e Skate: ligados para sempre

Contamos-te a história do skateboard, cuja ligação com o surf é literalmente umbilical.

 

 

As raízes do skate remontam ao início do século XX, quando os os jovens americanos e europeus criavam uma espécie de scooter com rondas metálicas presas a tábuas de madeira. Mas o skate como o conhecemos hoje foi desenvolvido e popularizado por surfistas no final dos anos 50, início dos anos 60.

Skate nos anos 60 em New York City. Foto: Bill Eppridge/Getty Images


 

A Roller Derby introduziu os primeiros modelos comercializados em 1959 que custavam na altura cerca de 10 dólares. À medida que a popularidade do surf crescia no início da década de 60, também crescia o “sidewalk surfing” (surf no passeio), com marcas como a Makaha e a Hobie a destacarem-se como líderes do mercado, com cerca de 50 milhões de skates vendidos nos Estados Unidos em meados dos anos 60. Era cada vez mais comum ver skaters descalços a recriar todo o tipo de manobras de surf.


 

A primeira competição de skate aconteceu em Hermosa Beach, na Califórnia, corria o ano de 1963 e simultaneamente a American Medical Association considerava a prática como “uma nova ameaça médica”, devido ao elevado número de lesões que se verificavam. Isto levou a uma quebra na indústria, com as vendas de skates a caírem drasticamente entre o final dos anos 60 e o início dos anos 70.

 

Com a melhoria dos equipamentos usados, o skate recuperou a sua popular volta de 1975, e um ano mais tarde era inaugurado na Flórida o primeiro skate park dos EUA. Rapidamente eram mais de 300 espalhados em todo o país. Eram também cada vez mais populares as rampas artesanais, construídas por jovens em todo o lado, bem como as piscinas vazias.

 

Com a introdução das manobras aéreas no skate, começavam a ser os surfistas a copiar as manobras dos skaters. Entretanto, Jay Adams e Tony Alva, dois surfistas/skaters de Santa Monica - conhecida como Dogtown para -, deram uma nova imagem ao desporto, mais rebelde - como retrata o documentário Dogtown and Z-Boys de 2001, narrado por Sean Penn).


 

No início dos anos 80 eram três as marcas que dominavam a indústria: Powell-Peralta, Vision-Sims e Santa Cruz. Estas marcas já promoviam os seus melhores atletas, que chegavam a ganhar 10 mil dólares por mês em royalties e prémios de competições. Em 1982, com apenas 14 anos, Tony Hawk ganhava a sua primeira competição profissional, feito que se repetiria em 75% das provas em que competiu durante as duas décadas seguintes. Simultaneamente crescia a influência do skate nas manobras de surf, com Christian Fletcher a levar o surf para o ar nas águas de San Clemente. 

Foto: Flame A - Frame 


Depois de uma quebra de popularidade no início da década de 90, o desporto conheceu novo fôlego ao tornar-se uma das atrações principais dos X-Games. Os ténis de marcas de skate disparavam nas vendas, e o jogo Tony Hawk Pro Skater ultrapassou receitas na casa dos mil milhões de dólares no início do século 21. Desde então o skate continua a ser um dos desportos radicais mais populares do mundo e não são poucos os que acumulam a sua prática com a do surf (ver o caso de Kalani David), desde um qualquer jovem desconhecido até aos profissionais por esse mundo fora, numa ligação que jamais será quebrada.


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