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quarta, 06 novembro 2019 05:38

DE PÉS DE PATO PELO CANHÃO DA NAZARÉ - QUEM É KALANI LATTANZI?

O brasileiro Kalani Lattanzi tem enfrentado as ondas da Praia do Norte na forma mais pura do surf…

 

Aos 25 anos de idade, o brasileiro Kalani Lattanzi é aquilo que se pode chamar de um autêntico Waterman. Ele é surfista, mas também bodyboarder e bodysurfer. Um dos riders de destaque do Brasil. Nascido no Havai, é em Niterói que faz vida. A praia de Itacoatiara e as suas pesadas ondas, que em muito fazem lembrar a Praia do Norte, servem de palco aos seus treinos diários.

 

A Surftotal esteve à conversa com Kalani, (durante o ano de 2015), quando este aproveitou o swell que varreu a costa portuguesa dia 23 de dezembro, para desbravar as ondas da Praia do Norte em Bodysurf.

 

Fomos tentar saber/perceber como foi a experiência de enfrentar as ondas do Canhão servido apenas de um par de pés de pato…

 

Como caraterizarias as ondas da Praia do Norte? São parecidas com as de Itacoatiara?

A Praia do Norte é um spot de ondas muito pesadas, mas, ainda assim, eu continuo a considerar Itacoatiara a onda mais pesada do mundo. A Praia do Norte fica em segundo lugar.

 

Porquê o regresso a Portugal e logo (em dezembro de 2015) quando, normalmente, faz bastante frio?

É simples. Onde vivo, em Niterói, no Brasil, nesta altura do ano não rolam ondas.

 

Até ao momento contas já com algumas sessões épicas no papo. Como está a ser a temporada até ao momento?

Bem, está incrível! Portugal e a sua costa está a surpreender-me. E não está tanto frio assim, para mim está ótimo. Todos falam que vai arrefecer mais, portanto, aí já é capaz de complicar um pouco.

 

Qual consideras ser a melhor onda portuguesa?

Sem qualquer dúvida, a Praia do Norte.

 

Porquê entrar na Praia do Norte apenas de pés de pato?

Na verdade eu não entrei direto pela Praia do Norte. Fui a nadar desde a praia da Vila até à do Norte. Poucos sabem, mas eu comecei no Bodysurf e estou apenas a honrar as minhas origens. (risos) Não sei, acho que às vezes gosto apenas de fazer diferente.

 

Chegaste a apanhar algumas ondas nessa sessão? Quantas?

Claro. Entrar e não surfar é papel de comédia. (risos) Mas acabei por surfar três ondas. Algumas delas estão disponíveis no meu Facebook e Instagram.

 

Como foi a sensação de estar no meio do Oceano com vagas tão grandes?

Foi bom. Senti-me à vontade lá dentro, mas no final acabei por nadar mais do que as ondas que surfei! (risos) Mas isso faz parte das sessões em big surf.

 

Pelo que viste até ao momento, como definirias o fenómeno (ou movimento) do Surf em Portugal?

Parece-me que o Surf e o Bodyboard em Portugal contam com uma boa visibilidade na imprensa e os portugueses têm um potencial enorme nos desportos aquáticos. Parabéns! 

 

 

- Calmo e tranquilo, a usufruir da experiência, entre as montanhas de água da Praia do Norte. Foto: Tó Mané

 

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Entrevista: AF

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